terça-feira, 16 de julho de 2019

Rassicurare




Lei sogna e lo fa. Lei ha sognato e ci crede. Il sogno è l’inizio di questo racconto. La fata che si è fatta suora ha dipinto un quadro.

Um sonho dentro de outro sonho dentro do mesmo sonho dentro do quarto rosa onde as paredes azuis de outro quarto se misturam aos olhos da cor do mar ou da cor de esmeraldas que aparecem sorrindo dentro do espelho invertido que a bruxa roubou e se fez então silêncio...

Os olhos negros de Myrtha.

La “sorella” di Sòcrates si è innamorata di Greta Garbo da tanto. E Greta Garbo la vuole tantissimo. (La “sorella” di Sòcrates non è biologica, sono fratelli di anima.) Il sogno è l’inizio di questo racconto. Non c’è nessuna suora qui. La suora è là. La suora è qua. Vicino, lontanto. Il sogno diventa realtà e la realtà diventa un sogno and life is like a song – conosci questa canzone? Ti piace la voce di Etta James? E la voce di Edith Piaf? E la voce di Ella Fitzgerald? Conosco una gatta che si chiama Ella e l’ho incontrata ieri.

A bruxa roubou as jóias e o espelho invertido – e ainda tentou roubar a paz. Nada importa mais que a paz. A paz interior ou a paz entre os reinos. Myrtha, a rainha que passeia por entre os bosques de mirtilos, bem o sabe. Ela uniu dois reinos sem recorrer a guerras. Uniu com a voz do rio congelado que deságua em um mar que canta as sereias que se enamoram de princesas que sentem ciúmes excessivos e a bruxa tudo vê e manipula corações inseguros. A bruxa se alimenta da insegurança alheia. E lança terríveis feitiços que só a paz no coração poderia quebrar. A paz dos que têm certeza. A certeza de que não sonham em vão. Nenhum silêncio é em vão e nenhuma palavra é em vão e um sonho é o início de quase tudo ou de quaisquer transformações...

Lei sogna e ci crede. Lei sogna e lo fa. Qualcuno dipinge. Qualcuno scrive. Nessun dorma, nessun dorma – è mezzanotte e il mare non è calmo. Rassicureremo il mare...

Liz Christine

domingo, 14 de julho de 2019

Riservatezza




Un gatto felice di undici anni che vive nella stessa casa da dieci anni. Questo gatto è stato adottato a quattro mesi e ha vissuto per sei mesi nella prima casa della sua famiglia. Poi la famiglia si è trasferita e ha portato il gatto nella seconda casa. E quando il gatto aveva cinque anni hanno adottato la sua sorellina, una gatta affidabile come lui. La sua sorellina è stata adottata a due mesi. Adesso la gatta ha sei anni e non ha conosciuto la prima casa. È vissuta nella seconda casa per tutta la sua vita. E allora la famiglia deve trasferirsi di nuovo. Portando i suoi gatti, certamente. Non è facile traslocare un gatto – due, in questa famiglia…

Felinos e suas especificidades. Olhares expressivos, miados suaves, banhos meticulosos. O gato sobe as escadas. A casa atual tem dois andares. E a casa futura? O gato não sabe – nem sua irmã o sabe. Mas sabem que a futura casa será mais tranquila. A atual é barulhenta às vezes. Barulho de trânsito e vozes altas vindas das proximidades. Este casal de irmão-irmã adotados não gosta de gritaria. Quase nenhum felino gosta. Eles próprios só miam mais alto de vez em quando – o resto do tempo nem miam, ou miam baixo. E estão satisfeitos em saber que vão se mudar – esta família não sabe mas os gatos entendem tudo o que eles falam entre si. Eles é que não compreendem o que os gatos miam... Mas esta família nunca havia adotado gatos antes destes – estão conhecendo a espécie agora. Às vezes leva-se quase uma vida para conhecer uma espécie... e os gatos têm sete vidas para desfrutar o mundo e seus prazeres ou observar o mundo meio à distância... Voltando a estes dois felinos adotados – claro que estes dois já ouviram falar que em outra cidade, não tão distante, existe um gato chamado Sócrates que escreve sobre si mesmo (raramente) e sobre sua rede de amizades felinas a quem ele chama “la famiglia”... E sabem também que Sócrates gosta de assistir balés bebendo chá inglês – Sócrates é quem não sabe que outros já o sabem...

... Riservatezza – questa parola impossibile...

Liz Christine

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Sempre



Não diga nada. Sinto o desejo mas a vontade recua. Silêncio. Tempo desfavorável. Sempre. O desejo de praticar mudanças já mil vezes sonhadas por vozes sussurradas que miam e se escondem, e miam um pouco mais alto (porque não há mais ninguém ouvindo), e sussurram novamente (porque agora há alguém atrás da porta indevidamente), mas a vontade (quase) recua. A vontade de (tudo) esquecer e continuar assim, como jamais deveria ser – porque quase (nada) poderia fazer (sentido) em um mundo repleto de ignorâncias, solidões, preconceitos e desinformação mesclados à arrogância de supor tudo compreender e

_ Cosa suggerisci?
_ Suggerisco che legga.
_ Cosa faresti se fossi in me?
_ Leggerei lo specchio stregato.

Vedi questo brano:
“Lo sa quanto male ci facciamo per questo maledetto bisogno di parlare. Finché dentro di noi c’è un’incertezza, si dovrebbe stare con le labbra cucite. Si parla; non sappiamo neanche noi quello che diciamo...”
Ciascuno a suo modo, Luigi Pirandello

_ Ciao! Come stai?
_ Bene, grazie. E tu?
_ Bene, bene. E le tue gatte, come stanno?
_ Stanno tutte e due bene. E il tuo cane?
_ Così, così, lo sai, sta ingrassando molto, non so cosa fare, forse cercherò un veterinario o psicologo, che ne pensi?
_ Sì, buona idea...
_ E tu, dimmi, stai ancora leggendo la raccolta delle opere teatrali di Pirandello?
_ Sì! È stato un bel regalo che ho ricevuto per il Natale e siccome sono in vacanza posso leggerle tutte...

Fragmentos de personalidades particionadas. Procure um psicólogo ou mude de cidade. Tempo desfavorável a viagens. Calor extremo e falta de chuvas. Sede e protestos em Paris. Manifestações felinas silenciosas a favor de melhorias no universo. O universo conspira a meu favor. Não sou humana. Sou fada. Não existo para muitos que não crêem na veracidade de minha existência. Mas não sou a única entre as fadas. Continuamos existindo, silenciosamente, discretamente, voando por aí, pousando às vezes por períodos indeterminados, a favor da paz entre as coisas todas e a favor do isolamento dos elementos desagregadores de paz – mas, sinceramente, para uma fada (às vezes) foda-se o mundo humano...

Ce ne infischiamo... Me ne frego... Capisci?... Capite, tutti voi?...

Afinal, podemos viver ou pousar onde quisermos, sem limites de fronteiras ou costumes sociais, pois em todos lugares para muitos humanos nem sequer existimos e por isso (vivendo à parte) somos inteiramente livres para escolher um sim ou não ou talvez ou nunca mais ou sempre...

Liz Christine

Dia das Mães